Os que vivem no pelourinho: Chavez e Israel

Não faço nenhum acompanhamento sistemático de política, mas, como em geral me guio pelas imagens que vejo, certas coisas me espantam.
São, sobretudo, aqueles que vivem no pelourinho.
1) Cada vez que abro a televisão vejo que o noticiário encaveira o presidente Chavez da Venezuela.
Não sei dizer se é bom ou mau, no fim das contas, o seu governo. Mas me parece das coisas mais legítimas receber alguma informação favorável a ele, que é o que faz "Ao Sul da Fronteira", o documentário de Oliver Stone. Refresca o ar, quando a informação vem de outra direção.
Por isso não entendo muito bem quando se observa seu filme como se fosse um anátema, como se estar contra Chavez fosse algo da ordem das coisas.
Ou antes: eu entendo quando isso parte de ideólogos. Entendo muito menos quando parte de críticos de cinema.
2) Cada vez que acontece alguma coisa no Oriente Médio aparece alguém para queimar a bandeira de Israel.
Também entendo que Israel faz horríveis. A maior parte da minha vida estive contra as políticas de Estado israelenses.
Mas vejo outros países fazerem coisas horríveis e ninguém queimar a bandeira.
Por exemplo, o Irã prende um monte de gente, bate, violenta e tortura presos.
Mas não me lembro de ver alguém queimando a bandeira do Irã.
Isso tem um significado, me parece. O Irã, sua existência, sejam quais forem os pecados de seus líderes em algum momento, tem direito a existir.
Israel, não.
Se isso não é anti-semitismo me pergunto o que seria.
Por Inácio Araujo às 07h25





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